Total de visualizações de página

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Isso é tão romântico!!!

Quando era uma menininha, rsrsrs... Adorava assistir a novela Carrossel e foi lembrando justamente de um dos jargões de uma personagem fofinha dessa novela  que surgiu esse post, é que a garotinha diante de situações inspiradoras  sempre repetia: “Isso é tão romântico".
Durante muito tempo fugi igual a uma louca do estereótipo de mulher romântica sempre  mostrando, ou pelo menos tentando mostrar, para quem  me conhece o quanto sou racional, prática, decidida e totalmente ambientada ao século XXI. Tudo isso, porque na minha cabeça, tais adjetivos nunca combinariam com a imagem de mulher romântica e sonhadora. O fato é que ultimamente algumas pessoas me fizeram reconhecer o que anos e anos, na cadeira de um bom analista, levaria um tempo enorme para enxergar. Sou a versão magrela da menininha da novela. Com a diferença de não ser mais uma criança e de não ter tantas cenas inspiradoras para repetir o “Isso é tão romântico!". rsrsrs... Relutei, relutei e relutei, porém... Aceitei. Até agora não sei o quanto isso é bom ou ruim. Ainda não coloquei na balança. O que sei é que a aceitação desse fato já é um bom começo.
Por meio dessa visão, assim como me poupei de certas frustrações quando deixei de me submeter a situações que não correspondiam ao que desejava, também me feri por me deixar envolver por falsas possibilidades de alcance do que quero. Mas o que eu quero será possível? Eis a questão! Se o que desejo é comparável ao ganhar na loteria, ainda que seja difícil, há uma possibilidade. Mas que fique bem claro, ter uma visão romântica não quer dizer ser tola ou estar fora da realidade, mas, ter a capacidade de resignificar essa realidade de maneira que fique mais bonita e fácil de ser processada. Até porque, as pessoas são o que são e pronto. A escolha de amá-las do jeitinho que elas se apresentam é que faz toda diferença. Em meio a tantas certezas e incertezas termino esse post  com toda eloquência da citação de Marta Medeiros: “Sou uma mulher madura, que às vezes brinca de balanço. Sou uma criança insegura, que às vezes anda de salto alto”.