Total de visualizações de página

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Registro de um embrionário despertar



Sempre gostei de sonhar. Na infância sonhava com muitas coisas, desde guloseimas a toda hora para comer, até coisas mais importantes, exemplo: assistir todos os dias as programações infantis e as novelinhas preferidas sem que houvesse a intervenção do meu pai e o seu chatíssimo Jornal Nacional, hoje imprescindível para "moi".  Já na adolescência, meu sonho era estar simplesmente adequada aos padrões das atraentes e divertidas meninas mais sexys da escola. Ter o corpo ao menos parecido com o dessas meninas seria a glória. Gente, para uma magrelinha com ares de intelectual ser igual aquelas garotas era a mesma coisa que estar num Porsche, com uma Louis Vuitton a tira colo e um Manolo Blahnik pisando no acelerador.

Nos tempos da facul o sonho mudou para a Emancipação a qualquer custo, meu carro, minha carreira... Enfim, tudo que fosse possível associar a imagem de uma de uma mulher cosmopolita (Cosmopolita em Macapá, Aff... Sonho mesmo!) e, claro um grande amor, ah, e depois, quem sabe uma casamentão daqueles à la Lady Di e sua calda de vestido interminável. Era só isso que eu queria da vida.

Quando iniciei esse texto, confesso que pensei em terminá-lo com a constatação de que atualmente, aos vinte e sete anos, nada mais me restara no que se refere a anseios oníricos. Como se tivesse sucumbido ao fracasso e a covardia. Acho que foi coisa da maldita TPM, Rsrsrs. Mas querem saber? Nas minhas escassas reminiscências acabei recordando da menina que fui e da mulher que ainda quero me tornar. Jamais pensei que escrever pudesse ser tão libertador e que me faria tão bem.Ao escrever esse post percebi que... Sim! Ainda tenho sonhos! Só o que anda me faltando é coragem, gana, ou como diria um caríssimo colega, TESÃO mesmo pela vida. É bem verdade que uma fórmula pronta para fazer tudo isso brotar com urgência de mim seria ideal, algo assim imediato que me fizesse despertar o mais rápido possível para o resgate dos meus sonhos que não morreram, graças a Deus, mas que talvez se encontrem num estado de “torpor”.

Apesar de saber que a tal fórmula provavelmente não exista, é com muito satisfação  que percebo o quanto foi bom compartilhar meus sentimentos e assim ver que o simples ato de produzir esse texto pode ter sido pontapé inicial. Engraçado, acabo essa postagem com a imagem mental de Shakespeare à la Sherlock me dizendo:  Elementar, minha cara Maressa.  Nós realmente somos feitos da mesma matéria que são feitos os sonhos. Rsrsrs...

Beijinho da Magrela.

2 comentários:

suelem silva disse...

Sem sonhos, a vida não tem brilho.
Sem metas, os sonhos não têm alicerces.
Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais. Sonhe, trace metas, estabeleça prioridades e corra riscos para executar seus sonhos. Melhor é errar por tentar do que errar por omitir!

Maressa Reis disse...

Verdade amiga! Sábias palavras.