Admiro pessoas seguras e aparentemente inabaláveis. Parece loucura admirar algo que é só aparente não é? Sei que sim, mas falo isso porque também sou consciente de que não existe ninguém nessa terra que seja tão inabalável assim quando se trata de críticas. Primeiro, porque comungo da opinião de um amigo que uma vez me disse não haver separação entre crítica destrutiva e construtiva. Segundo ele, toda crítica inicialmente é destrutiva e só depois se torna construtiva, isso claro, quando já devidamente refeitos das dilacerantes palavras meditamos nelas. Segundo, porque consideramos sim o que as pessoas pensam a nosso respeito, especialmente quando se trata de pessoas que estimamos e admiramos.
Por mais que ouça aos quatro cantos ora ou outra o velho discurso “Não me importo com o que os outros pensam de mim” não consigo me convencer com isso. Considero-me cética a esse respeito porque já vi muita gente morder a língua depois de proferir o velho discurso. Mas querem saber por que mesmo assim admiro as pessoas citadas no início do texto?
Simplesmente pelo motivo de não darem ao lançador das temíveis palavras o prazer, ou melhor, o gostinho de vê-las quebrando por dentro. Por mais que balancem, chorem, se entristeçam ou mesmo se encham de fúria, essas pessoinhas conseguem manter na hora do “bombardeio” um rosto praticamente inalterado, digo praticamente porque elas até esboçam uma reação, mas nada que ultrapasse um sorrisinho desdenhoso ou um muxoxo.
Contudo, nada é mais admirável nessas pessoas que a segurança que exalam, segurança essa capaz de levá-las a meditação no quanto de verdade e, consequentemente, aproveitamento se pode obter em tudo que foi dito. As estimo mais ainda porque nos ensinam que se necessitamos da opinião de pessoas medíocres para viver ou fazer qualquer coisa, seremos tão medíocres quanto elas.





