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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Para muitos um filme... Para outros uma oportunidade.

       Pode até ser mera impressão, mas, ao que  parece é cada vez mais difícil, diante da atual circunstância em que o mundo se encontra, o "Tocar da Alma". Sei que essa afirmação, a princípio, parece demasiadamente subjetiva e emocional, porém ao contrário do que imaginam há bastante objetividade e racionalidade nela. 

   Mediante os altos níveis de superficialidade, egoísmo e indiferença de muitos, tem ficado cada dia mais complicado suscitar um pouco mais de sensibilidade. Diante do fato exposto, fico feliz quando alguém consegue fazê-lo. O cineasta Roman Polanski fez isso comigo ontem. A verdade é que  há tempos não assistia a um filme que me arrebatasse tanto como o fez, O Pianista, a última vez que tive reação semelhante foi com o clássico,  A cor púrpura.
   
    Talvez estejam se perguntando a que espécie de “Tocar da Alma" me referi. Bom...entendo o tocar da alma como algo que está além de um mero choque ou despertar de emoções. Penso que a completude desse "tocar" só é possível quando as reações citadas nos levam à profunda reflexão. Foi o que em mim promoveu o filme de Polanski. Tanto, que mereceu um post só para ele.

    Contemplando a história de Władysław Szpilman, me peguei a analisar o quanto de belo e horroroso o homem pode produzir, paradoxo esse que pode ser comprovado em diversas cenas do filme em que simultaneamente é possível  visualizarmos um ser "dito" humano na sua porção mais vil e desprezível, capaz de produzir um HOLOCAUSTO, e um ser "verdadeiramente" humano com seu lado abnegado, altruísta, amoroso e cheio de paixão, nesse caso pela música.

     Definitivamente... Somos capazes de posturas surpreendentes. Muitas cenas no filme são tristes e inquietantes, mas me atingiu profundamente aquela em que Szpilman,  coloca todo seu sentimento ao tocar  piano para um oficial. A intensidade da cena me fez ir às lágrimas e me fez refletir, dessa vez, na extrema importância que damos  ao que a vida nos oferece, quando  poderíamos simplesmente investir esforços no que fazer com o oferecido. A velha história de fazer dos limões uma limonada.
  
      Confesso que sou apreciadora voraz desse tipo de filme que me inquieta, me provoca e me faz enxergar um amadurecimento que pensava ainda não possuir.Gostei muito do filme e sugiro para quem ainda não viu que não perca tempo.  Espero poder assistir a outros   que consigam tocar e sublevar minha alma para que possa compartilhar com vocês.


2 comentários:

suelem silva disse...

Quando parecia que nada iria acontece, uma novidade aparece.E este é o momento proprício p/ nós aprendermos q sempre é possível ir além do q pensariamos poder.E tomarmos para reflexão cada acontecimento seja ele realidade ou ficção.

Cris disse...

Nossa, já tô louca pra assistir a esse filme!